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| AbsolutePunk.net |
por Jason Tate
entrevistado: Ryan Key
original em: http://www.absolutepunk.net/showthread.php?t=252601 | |
Se passou um tempo relativamente rápido entre o lançamento de Lights and Sounds e Paper Walls, tem alguma razão particular para isso?
Bem, você sabe que eu fiz uma cirurgia em Maio do último ano nas minhas cordas vocais, então isso tipo que parou o trem de seguir por um tempinho. Eu fiquei quatro semanas absolutamente mudo - não podia falar. E fiquei um pouco frustrado com aquela situação, sabe, com o que estava acontecendo com a minha voz - então fiz a cirurgia e houve o tempo que não podia falar; nada de pressão, nada de turnê, nada. Então aquela foi talvez a primeira vez em um bom tempo que eu tive um tempo de só parar e respirar. Tempo pra mim mesmo. Então usei aquele tempo pra pensar - porque não podia falar - e acredito, vendo agora, que foi talvez a melhor coisa que poderia acontecer comigo ou com Yellowcard. O que forçou foi um senso real de perspectiva - ver onde tudo estava naquele ponto - e reavaliar nossa banda e eu mesmo. Porque por aquela época "Rough Landing Holly" foi pro rádio e o vídeo estava feito, mas não podiamos ir pra turnê. E não posso dizer se isso foi porque as pessoas não gostaram da música, ou porque não estávamos em turnê, mas as coisas não rolaram. Então, tivemos que tipo dar uma reavaliada - tipo deixar e continuar.
Então quando nós pudemos, voltamos pra turnê naquele verão, em Setembro, e nessa época quando voltamos, sinto que voltei com uma perspectiva completamente nova. Talvez uma perspectiva melhor que qualquer outra sobre isso - em qualquer época com o Yellowcard. Foi uma situação totalmente diferente pra mim. E estavámos fazendo shows menores, o que levou-nos a uma sensação de aceitação, uma sensação de "ok, é onde estamos - vamos continuar - essas coisas aconteceram mas não podemos olhar pra trás."
E como eu não posso falar por toda a banda (o que é às vezes difícil em uma ou outra entrevista) posso dizer que eu, pessoalmente, tive um ótimo verão. Amei os shows onde tocamos - e tudo. E enquanto a minha "velha" versão provavelmente teria pensado que nossa carreira estaria acabada, e depois de termos trabalhado tanto, e tudo mais, fiz uma escolha consciente de não agir ou me sentir desse jeito. Ao invés disso eu podia curtir isso - curtir tocar música com meus amigos - e devia ser a primeira vez em muito tempo que me sentia desse jeito. E com aquela sensação na cabeça nós conversamos como uma banda e sentimos que não precisávamos de nenhum tempo antes de fazermos o próximo album. Nós tivemos escrevendo quando estávamos na estrada, especialmente durante as turnês internacionais, nos camarins, coisas assim. Por cima, tivemos um monte de riffs para serem juntados. Quer dizer, Ryan (Mendez) está basicamente tocando guitarra - todo o tempo. E isso faz ser quase impossível não escrever músicas. Então tivemos um monte de riffs, não realmente canções completas, achou que tive poucas canções prontas - "Keeper" estava um pouco longe e "Light the Sky" também quando fomos pra produção. E tivemos partes suficientes quando apenas sentimos, como banda, que deveríamos ir - sabe? Apenas ir e fazer isso - novo - e ver o que no que ia dar - então fizemos.
Então um pouco baseado nisso - Lights and Sounds não foi tão criticamente aceito como os trabalhos anteriores da banda. Vendo agora - quais são seus pensamentos sobre esse álbum?
Acho que depende como você vê "criticamente aceito" - Quero dizer, quando o álbum veio, se poderia dizer, de várias formas, para uma variedade de publicações que ele foi lançado para aclamação da critica. Depende o que e onde você leu. Por exemplo, muitas publicações que tipo evitavam a banda antes do álbum - na verdade razões similares as que li na sua crítica do novo álbum em referencia ao "pop-punk" - disseram que realmente procedia - e acho que algumas dessas pessoas vieram dizendo, "oh esse álbum é realmente diferente e tipo tira eles do gênero". E do outro lado temos vários caras que eram antes fãs da banda, e talvez eles não gostaram daquilo. Sabe?
Então eu vejo assim - primeiro, é difícil incluir One for the Kids nessa analogia porque esse album foi tão diferente, escrevemos ele quando tínhamos 18 anos, e muitas das canções vieram de umas 3 bandas que eu tinha participado. Então se você olhar para esses três álbuns (Ocean Ave., Lights and Sounds, e Paper Walls) você vai achar o seguinte: Ocean Avenue foi um album que tinha muito sobre mudança e encontrar seu lugar no mundo e olhar para tudo que você queria ser. Lights and Sounds então foi um álbum sobre descobrir que você ficou perdido. E onde as pessoas pegaram Ocean Avenue e o aplicaram a suas vidas - ambos na música e as letras - Lights and Sounds foi um álbum que veio de uma perspectiva completamente diferente. Ele foi completamente introvertido e veio de - queria ter uma palavra diferente, mas não tenho - lugar "mais obscuro". E acho que nunca esperei que todo mundo pegasse esses sentimentos - acho que esperávamos ter feito algo que poderia transcender o gênero.
E eu realmente acho que você deve ir por aí - não podemos fazer o mesmo álbum várias vezes. Nós mudamos como pessoas e sentimos nossos fãs mudando também - eles estão crescendo com a nossa banda. Agora você olha pro Paper Walls, que é um álbum cheio de esperança e sobre se encontrar novamente. É depois de você ter passado por tudo aquilo - ter alcançado o topo - e se reencontrando. E "batendo na tecla rock", eu não me importo com vendas de álbum ou fama ou nada dessa merda. Eu me importo pessoalmente com emoção.
Então eu acho que sempre esperávamos ter feito algo ótimo e talvez diferente - Sean e seus arranjos em Lights and Sounds, por exemplo, foi uma enorme tarefa. E me lembro de ter dito quando o álbum estava quase saindo que muitas pessoas ficariam alheias a ele. Mas aquilo era necessário para nossa carreira e pra mim como pessoa ter aqueles sentimentos e emoções. Porque, não muito especificamente, eu não estava tendo um bom cuidado como meu corpo naquela fase da minha vida, caindo em vários erros comuns que vêem por se estar numa banda de rock. E acho que se não tivesse feito esse álbum, Lights and Sounds, eu não teria passado por cima de todos esses erros com um novo sentimento de esperança. E agora Paper Walls é a história, a sensação, de como é estar fora daqueles buracos, olhando pra trás, nenhum remorso, mas mais inteligência e ter crescido com eles.
Algumas pessoas têm dito que o álbum novo tem um som que poderia ser descrito como mais "comercialmente viável", por falta de um termo melhor, como você responderia a tais comentários?
Claro, isso é na verdade muito fácil de explicar. Quando terminamos a turnê de Ocean Avenue tínhamos estado fora por talvez 19 ou 20 meses. Então quase dois anos - sem parar - toda noite na estrada. Quando terminamos com aquilo foi tipo, ok, vejo vocês mais tarde. E no fim do ciclo Pete e eu falamos sobre mudar pra New York. Foi uma coisa que nós dois percebemos, que estávamos tipo desabrigados no fim da turnê e começamos a conversar - e pensamos "bom, temos 25 anos e estamos solteiros - vamos fazer isso". Muitas músicas foram concebidas lá. Em um lugar muito escuro. No meio do inverno, eu estava empurrando mais limites pra mim mesmo - ambos pessoalmente e emocionalmente - que eu nunca tinha feito antes, e assim que tudo aconteceu. Então voltamos pra LA pra gravar, e sabe é engraçado - as faixas que escrevemos e gravamos com a banda toda junta foram "Lights and Sounds" e "Rough Landing, Holly" - as duas, eu acho, músicas comercialmente viáveis. Então se você olhar a coisa toda - é como falar que as duas que fizemos com a banda reunida foram eu suponho as que você chama de "comercialmente viáveis" - se quiser chamar elas assim. Entende o que quero dizer?
E agora "Paper Walls" foi escrito - nós cinco - juntos em uma sala. Então, acho que encontramos tipos de derivados da frase "comercialmente viável" mas mais do que isso, o que você realmente vê é o que o Yellowcard é - como uma banda inteira. O que nós juntos como banda soamos comparados com Pete e eu escrevendo juntos num apartamento. E pra mim - eu amo "Lights and Sounds". Amo porque foi um desafio. Tipo, vamos ver o quão longe podemos testar e exigir de nós mesmos e tal. Coisas como "Two Weeks from Twenty" e a introdução e final do álbum onde nós transportamos as chaves, todas elas, foi muito desafiante pra nós - e empolgante. E se foi criticamente ou comercialmente aceito, para nós isso não importa. E o álbum foi disco de ouro. Pra ser honesto, se na indústria musical atual você não fica feliz com um disco de ouro..... cara, não temos garantias ou não podemos dizer nem que Paper Walls poderá chegar a isso, entende?
E acho que "Lights and Sounds" realmente nos mostrou muito sobre nós mesmos, e nos ajudou muito a definir o que o Yellowcard é. E é claro que as pessoas vão dizer que "Paper Walls" soa como "Ocean Aven" e quer saber? Soa mesmo. Porque esse é o Yellowcard, como um grupo de cinco pessoas, todos juntos - todo o tempo. Essa é a energia que você tira dele - e esse é o som - esse é Yellowcard. Agora se você me tirasse e eu tivesse que escrever sozinho provavelmente dicaria muito diferente de novo. Mas com essas circustâncias - nós todos escrevemos o album e eu estou muito, muito feliz com isso. Acho que demorou muito pra descobrir o que eu realmente amo no Yellowcard, e sobre parte do Yellowcard. Uma grande parte de "Paper Walls" foi amor veio da percepção de que somos muito bons em escrever músicas pops de três minutos e meio. E não há nada de errado com isso. Somos bons nisso - esse é nosso talento - Acho que temos esse dom. Vamos só abraçar isso e fazer o álbum que é o melhor de nossos talentos e a melhor das nossas habilidades - e acho que foi isso que pudemos fazer. Acho que a melhor coisa do álbum foi que aproximamos ambos os álbuns para levar as batidas melódicas e dirigir de "Ocean Ave." e o rock alternativo de "Lights and Sounds" para fundir os dois e criar "Paper Walls".
Você disse que ama "Lights and Sounds" - daqui a um ano você acredita que amará o que criou com "Paper Walls"?
Certamente, porque ainda amo "Ocean Ave.". Tocamos aquelas músicas toda noite e não o bajulo. E essa é uma das minhas partes preferidas do show - porque sei que aquela música fala sobre quem eu sou. Portanto, quando tocamos aquela música, mesmo que seja pela milésima vez, ainda sentimos a mesma energia e sensação e é quase como um furacão te batendo no palco. Por exemplo, quando isso realmente me bateu foi quando tocamos no Bamboozle há um tempinho atrás e tivemos um problema com nossos pontos eletrônicos. Eles estavam quebrados ou algo assim - não funcionando. E eu não tinha feito um show sem eles há muito tempo - e havia umas duas mil pessoas mais ou menos lá e pela primeira vez até onde eu lembro.... eu podia ouvi-las. Quero dizer, ouvir mesmo. Ouvir a audiência, naturalmente, e quando tocamos "Ocean Avenue" foi muito surreal. Eles cantavam tão alto que hipnotizava. E naquele momento me fez parar e perceber que isso é tudo, é o porquê eu faço isso. E esse album, essas músicas, são coisas que as pessoas podem sentir e reagir de uma maneira similar - e eu apenas acho que vou amar esse álbum foda para sempre.
Um pouco fora do assunto, mas você leu alguma coisa sobre a "banda numa bolha"?
Não. Eu só vi um "preview" disso ontem na verdade.
Ok, bom, o ponto é uma banda (Cartel) gravou um álbum numa bolha em 20 dias em New York e tudo foi exibido pela MTV. Eu estava só curioso em relação aos seus pensamentos sobre o projeto e se o Yellowcard participaria algum dia em uma coisa como essa?
Sabe, você faz coisas assim uma época da sua vida. Há tipo mil ofertas e 999 delas você espera nunca ver porque você tem um ótimo empresário que cuida dessas coisas pra você. E eu não acho que faríamos algo desse tipo cara, não quero parecer que estou falando merda ou condenando o que outra banda escolheu fazer - mas o momento de gravação é um dos mais pessoais que temos, como banda, precisamos. Acho que não conseguiria fazer sob um grande microscópio. E sabe, não sei o que vai acontecer com esse álbum - nós tipo temos uma nova direção e visão de o que queremos fazer e pra onde queremos ir como banda. E temos essa energia muito forte de "aqui vamos nós" sobre a banda. Então acho que não faríamos aquilo com a Verizon de novo como no último álbum e nada parecido. Parecia fazer sentido naquele tempo - mas ajudou ou machucou? Eu realmente não sei. Mas agora, acho que não faz muito sentido pra onde estamos como uma banda. Ao invés disso, acho que estamos num caminho que realmente queremos nos dar confiança e nessas músicas, nesse álbum - mais do que nossa "celebridade" ou o que for que você chame essa coisa toda.
Então, você se importa se eu fizer uma pergunta sobre Ben (guitarrista da formação inicial da banda)?
Bom, pode, não sei que tipo de resposta vou dar.
Bom, você não tem que responder o que não quer. Basicamente, desde a saída do Ben do Yellowcard ele entrou e saiu de duas outras bandas (Amber Pacific e NHOI) - há alguma sensação de vingança disso?
Quer saber? Eu não quero me sentir desse jeito. Não quero ter nenhum momento "está vendo, eu te disse". E a razão é porque o que aconteceu entre nós foi uma coisa tão traumática - e é ainda uma coisa que não quero contar por aí ou mesmo contar meu lado meu "lado" da história porque é muito pessoal. De qualquer forma, acho que as circunstâncias sobre o que aconteceu nas duas bandas devem ter sido similares ao que aconteceu conosco, tirando os 10 anos de história. E agora, eu ainda sinto o mesmo que antes, que eu ainda desejo que ele (Ben) ajeite sua vida. E quem sabe ele diga que está aonde queria. Mas, quero dizer, cara, tendo o Ryan (Mendez) aqui agora, posso dizer que não é uma substituição do Ben. É um novo começo.
E para o álbum, há uma música, "Five Becomes Four", e só pra esclarecer - é sobre Ben, eu e a banda. Completamente. E acho que não conseguiria fazer todo o processo de gravação sem tocar nesse assunto. Acho, e espero, que desse jeito que a música foi escrita realmente explica a situação do modo mais verdadeiro, emocionalmente, que eu poderia ter escrito. E acho que as pessoas podem procurar respostas nela. Porque acho que a pior parte dessa coisa toda foi as pessoas ficarem de lados. Foi tudo "quem estava do lado de quem" - e ninguém exceto nós cinco sabíamos o que estava acontecendo.. Foi tudo boato. E tudo basicamente foi baseado numa pequena entrevista de quatro perguntas pra revista Alternative Press que tirada de uma matéria com a banda - e naquela entrevista, dissemos que não queríamos comentar e não havia necessidade de trazer aquilo tudo à tona... mas então a revista vai e pega o Ben pra comentar. Mas entendo que é isso que eles fazem, é isso que vocês fazem. Então um monte de gente se baseou naquilo. Mas é muito difícil cara, não vou mentir, é muito difícil. Especialmente durante aqueles meses quando eu realmente só vir e dizer: isso é o que aconteceu. Mas não é a coisa certa pra fazer, e ainda acredito que não seria a coisa certa a se fazer - e é por isso que não fiz e não vou fazer.
Então como foi o processo de gravação diferente com a inclusão de Ryan Mendez na banda?
Bom, Ryan é um - ah droga eu vou dizer isso - ele é um nerd da guitarra. Ele está na internet, na Ebay toda hora vendo coisas de guitarra. Sabe? Ele pode tocar "Master of Puppets" do começo ao fim com os olhos fechados - coisas assim. Ele é insano. Então na estrado, quando estávamos fazendo turnê, era impossível não escrever músicas quase o tempo todo. Porque ele estava sempre tocando guitarra. No vestiário ele fazia um aquecimento de guitarra acústica - coisas assim. E há uma gravação de nós em Milão, Itália, saindo, bebendo, coisas assim. Na fita um dos caras que nos ajudam na estrada está andando em volta, filmando e no meio da coisa toda você pode ouvir esse barulho no fundo. Quero dizer, totalmente comovendo - e nunca para. E essa é uma fita de 25 ou 30 minutos - e era Ryan na sala de trás tocando o tempo inteiro. E isso descreve um dia no vestiário com Ryan. Então estávamos sempre tocando idéias entre nós. Então fomos pro estúdio juntos e foi muito legal ter uma pessoa que queria isso - queria isso tudo - e era realmente faminto por essas músicas, fazer turnê, fazer tudo isso - e realmente me trouxe uma energia ótima para o processo de gravação. E acho que isso nos contagiou e realmente nos ajudou a mudar tanto.
Então o que você gostaria de dizer sobre "Paper Walls" e Yellowcard para todos que estão lendo isso?
Bom, acho que "Paper Walls" é uma definição do que temos passado e quem somos. E tivemos altos e baixos, tivemos muitos baques, mas tudo que fazemos é para provar pra todos que ainda nos preocupamos. Nós amamos nossos fãs. Não estamos nisso porque queremos casas em bairros ricos - amamos estar lá, fazer shows, e amamos saber que alguém, em algum lugar, está sendo movido por nossas músicas. Adicionando, já sinto uma energia tomando esse álbum e essa lista particular de músicas. Realmente espero que as pessoas reajam a elas - e eu quero tanto que todos nos dêem uma chance, ou uma segunda chance, ou o que for - estamos ainda aqui pra fazer isso por um bom tempo. E um grande obrigado a vocês e a todos os leitores do AbsolutePunk, nós lemos esse site todo dia e tudo que passa por lá é incrível.
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| MTV Ásia |
por Lennat Mak
entrevistado: Sean Mackin
original em: http://www.mtvasia.com/Feature/Entertainment/20070629000502/ | |
Quem teria pensado?
Há um ano e meio atrás, conversamos com Sean Mackin, violinista de Jacksonville da banda da Flórida Yellowcard, sobre o então novo album Lights and Sounds mas nunca pensaríamos que a banda tinha passado pelos seus mais obscuros momentos durante a gravação do album. De acordo com Sean, foi ter que fazer alguma coisa com a gama, cada membro perdendo seu caminho e no processo, construindo essa barreira invisível entre eles mesmos.
Mas o bom é que o Yellowcard -- Sean no violino e vocais, Ryan nos vocais e guitarra, Peter Mosely no baixo, Ryan Mendez na guitarra e Longineu Parsons III na bateria -- conseguiu voltar como um time, unificando seu amor pela banda e pela música em seu terceiro lançamento por gravadora entitulado Paper Walls, marcado para lançamento em 17 de Julho nos EUA. O album não marca somente o fim dos dias obscuros, é também uma prova do Yellowcard que por amor e esperança, conquista-se qualquer coisa. É uma lição para nós todos, como revelou Sean quando conversamos com ele quando ele e Ryan vieram para o Japão numa turnê promocional em 13 de Junho.
Olá Sean! Essa é a segunda vez que nos encontramos! Como você está?
Estou ótimo, obrigado!
Você e Ryan estão no Japão agora. Como estão as coisas?
Estão ótimas! Nós amamos ir ao Japão. Estamos fazendo um pouco de promoção e estamos tão empolgados com o lançamento de Paper Walls que não podíamos esperar para fazer um pouco de trabalho antes do lançamento do álbum. Voltaremos pro Fujo Rock Festival mas não temos nenhuma turnê planejada pra tão cedo pois o álbum não está nas lojas ainda. Mas esperamos voltar no inverno, talvez.
Falando no novo álbum, passou-se somente um ano desde o lançamento do último álbum Lights and Sounds. Parece que vocês estão bem pró-ativos atualmente!
Na verdade, Lights and Sounds foi terminado por volta de Maio/Junho de 2005. E com a complexidade da industria da musica, foi adiado pra Janeiro de 2006. Depois Ryan teve um tipo de distúrbio com suas cordas vocais, eram soluços todo o tempo. Nós fizemos turnê até onde pudemos e feita a cirurgia do Ryan, ficamos muito focados em escrever um álbum novo. Nos reunimos como um time. Agora estamos muito empolgados por ter um álbum novo.
Por que o título Paper Walls?
Não nos juntamos pra pensar num título pro álbum até perto do final dele. "Paper Walls" é uma música do álbum e o tema por trás dela é que estávamos crescendo com a banda mas depois de ter um sucesso e um pouco mais de populariadade, estávamos colocando barreiras entre nós mesmos por causa dos negócios e da indústria. Lights and Sounds tipo marcou um tempo obscuro para o Yellowcard. Então depois, com a gravação de "Paper Walls", notamos que voltamos juntos, unificados como Yellowcard. As letras em "Paper Walls" sugerem que quebramos aquelas barreiras, jogamos fora tudo e voltamos juntos. Essa energia e poder colaborativo realmente brilha por todo esse álbum.
Você falou que Lights and Sounds foi um período obscuro por causa dos negócios. Como vocês se organizaram pra resolver toda essa tensão?
Lights and Sounds realmente marcou um empenho e desenvolvimento para cada membro da banda. Estávamos muito separados e cada um foi pra uma rota difícil para encontrar seu caminho. Com Ocean Avenue, nós aparecemos no cenário musical e ganhamos muita popularidade. Líamos o que as pessoas diziam sobre nós e o que éramos, mas nunca tivemos realmente uma chance de permanecer por nós mesmos. Paper Walls é a história de encontrar você mesmo novamente e ficar em pé com seus próprios pés. E fizemos isso juntos. É muito importante para nós ter esse capítulo na nossa carreira e estamos felizes por ter Paper Walls, que marcou o final desse período negro e nos fez muito focados no futuro do Yellowcard.
Essa é parte do motivo pelo qual o álbum soa mais pra cima de um jeito?
Um pouco. Eu acho que Ryan queria ser um pouco mais honesto. Queríamos aplicar o que aprendemos compartilhando aquela honestidade de Lights and Sounds mas também colocando um pouco daquela esperança que o Yellowcard sempre deu aos nossos ouvintes. Percebendo algumas coisas diferentes da evolução da banda, percebemos que é bom ter aquela esperança de volta.
No processo de criação, foi dito que o Yellowcard foi pro estúdio sem expectativas pro álbum. De uma forma, foi mais fácil pra banda escrever sem pressões externas?
Primeiramente foi frustrante. Mas como estávamos na linha certa, foi definitivamente fácil fazer Paper Walls. Sempre digo que sou muito sortudo e privilegiado por ter tantos músicos talentosos na minha banda. Como estávamos no trilho, foi muito de boa pra nós.
Ryan Mendez passou de guitarrista de turnê pra real membro neste álbum. Ele trouxe alguma coisa para o processo criativo?
Sim! Ele está por todo o álbum! Estamos bastante gratos por ele ser parte do Yellowcard. Ele realmente encorpa a paixão musical que sempre tivemos no Yellowcard. Foi um grande prazer eu poder trabalhar com ele, como violinista. A habilidade de ter uma conversação tão maravilhosa entre o violino e a guitarra é incrível. Antes do Yellowcard, Ryan estava numa banda menor e a maioria das gravações eram num estúdio pequeno ou mesmo num quarto. Então para ele vir todo dia e ter essa vibe de "criança na loja de doces" e a ansiedade de encontrar o tom mais bonito da guitarra realmente nos tocou de um bom jeito. Não dizendo que pegamos isso por aceitação, mas vimos o quanto éramos sortudos e que a energia é aparente também.
Ele tipo levou vocês de volta para os bons velhos tempos onde tudo era novo e recente?
Acho que houve um pouco de tipo de sensação "de volta ao básico". Quando estávamos gravando Paper Walls, era como estar em um time e redescobrir nós mesmos como uma banda. Era muito empolgante pra nós.
A banda fez upload de três músicas novas do album no MySpace. Há album significado para a escolha das músicas?
É tipo um aperitivo para nossos fãs. Temos uma comunidade na internet leal e queríamos compartilhar algumas músicas com nossos fãs. Tivemos ótimas respostas e nossos fãs tem nos dado muito apoio. Estamos muito ansiosos agora poque o album está sendo finalizado no fim de Março e queríamos compartilhar Paper Walls com todo mundo. Será lançado dia 17 de Julho e acredito que dia 11 de Julho na Japão.
Vi algumas cenas do vídeo de "Light up the Sky". Alguma pista de o que ele é sobre?
Vou te dar uma pista! Lisa Mann é a diretora e ela trabalhou recentemente com The Used. Esse é um video-performance e Lisa interpretou a música e fez um lindo trabalho nele. Ela criou essa realidade alternativa onde no começo é muito obscuro e então ao longo da performance da música, é trazido cor e luz para esse suposto mundo pós-apocalipso.
Oh! É para ser cores. Tipo parecia um sangue!
É! Eu sei! (Risos) São cores e é realmente muito bonito! Nós acabamos de ver o primeiro corte dele e parece incrível. Nunca fizemos um vídeo com um tipo de coisa tão altamente estilizada. Foi um dia de gravação então o tempo voou. E estão tão felizes com o trabalho que Lisa e sua equipe fez.
Vamos falar sobre algumas músicas. "Fighting" chega como realmente poderosa e cativante. Alguma história por trás dela?
"Fighting" é sobre o olhar para o passado do Ryan pelos tempos obscuros e vendo o que as pessoas têm tirado dele. Foi sua visão para a banda e o grupo de pessoas que trabalhou conosco, dizendo "Vamos trazer de volta! Vocês não podem fazer isso conosco!" É muito esperançoso para todos nós. Acho que você pode definitivamente ouvir na entrega de seus vocais.
Também tem outra música chamada "Dear Bobbie" escrita sobre os avós do Ryan.
Ryan tem uma família tão bonita e e seu avô é o pilar dela. Ele tem 87 anos e são casados há mais ou menos 58 anos. Essa é uma música que o Ryan esteve trabalhando por muito tempo. É sobre a história do relacionamento de seus avós e ele queria fazer algo realmente especial para imortalizar o quão importante seu avô tem sido para a família e em sua vida também. Há tantas pessoas nesse mundo que não tem famílias fortes mais. Para Ryan, essa sempre foi uma grande parte para sua inspiração. Numa idéia repentina, ele pediu para seu avô escrever uma carta para sua avó e ele gravou ela num gravador digital e nos mandou no estúdio. Nós sabíamos o quanto essa música significava pra ele e queríamos que ela fosse o mais linda possível. Muitas pessoas tem perguntado sobre essa música e eu sou tão privilegiado de ser parte dela.
Só uma curiosidade. A avó ainda vive?
Sim! Os dois ainda vivem e vão aos shows do Yellowcard na nossa cidade natal e é uma coisa tão bonita vê-los quando estão em público. Eles ainda ficam de mãos dadas e é realmente lindo!
Yellowcard lançou um DVD ao vivo há alguns anos atrás para Ocean Avenue. Algum plano de DVD para a nova turnê?
Talvez! Uma grande parte do Yellowcard são os shows ao vivo. Com esperança, poderemos fazer algo parecido para nossos fãs, mas não queremos tentar imitar Ocean Avenue muito rápido. Talvez teremos algo especial para oferecer para nossos fãs esse ano.
No assunto shows, Wikipedia disse que a banda fez mais de 800 shows em três anos.
É, nós definitivamente temos uma agenda exaustiva!
Então qual a coisa mais importante que a banda aprendeu em turnê?
Coexistência. Você está numa ilha realmente. Está sozinho e conta com e incomoda um e outro. Acho que bandas que duram são bandas que realmente gostam do que cada um traz à banda e acho que isso é o que aprendemos. Crescemos juntos sendo amigos e tipo crescemos para ser tornar uma família. Sabemos tocar no sentimento de cada um em definitivamente sabemos lutar. Mas também sabemos como se divertir! Apenas curtimos estar no Yellowcard juntos. É uma coisa difícil de se aprender mas uma vez que aprendemos, é muito fácil aplicar isso.
Mas acho que para as bandas mais novas, só acontece se eles tem a experiencia de turnês inflexíveis
É! Definitivamente leva um bom tempo, mas uma vez que você tem, já era!
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Topo
| Area93.com |
por Goodman
entrevistado: Ryan Key
original em: http://www.area93.com/cc-common/podcast.html | |
Olá Ryan, aqui é o Goodman do canal 93,3 em Denver, como você está?
Estou bem cara. E você?
Bem, Paper Walls vai sair dia 17 de julho. Há algum significado por trás do título do álbum para vocês?
Tem, hum...Há uma pequena história por trás disso. É a música título e última música do álbum. É basicamente sobre o que tem acontecido com o Yellowcard no último ano, com minha cirurgia e divisão da banda, quando perdemos Ben e Pete e eu fomos morar em Nova York, e depois eu fui morar em L.A. e Jacksonville. Estávamos virando adultos de verdade, realmente passando aquela marca dos 20 anos. Você meio que começa a colocar várias paredes entre vocês e é uma referência muito metafórica para a banda. A idéia por trás da música no álbum é de contar sobre o que passamos e como isso nos afetou. E eu acho que a idéia por trás do Paper walls é porque o Yellowcard tem sido uma força tão grande em nossas vidas por tanto tempo que as paredes não poderiam ser tão fixas, sabe o que isso significa?
Sei, você começa a colocar suas ilusões quase...
Isso, exatamente. Significa que não poderia ser tão fixa a ponto de não superarmos isso, que não poderíamos seguir em frente, não poderíamos continuar com o amor que temos uns pelos outros. É só que perdemos algo no caminho.
É apenas o crescimento do homem!
Exato, e eu acho normal acontecer com o melhor de nós e este álbum foi uma experiência tão positiva e uma experiência de crescimento para nós como um grupo. Parece encaixar o titulo do álbum depois dessa música, depois que escrevi a letra dela.
Foi escrito em uma entrevista, eu não me lembro das palavras, mas vocês parecem vir com uma cabeça diferente...digo, Lights and Sounds – Eu gosto muito desse álbum! – é um álbum maravilhoso, mas no passado vocês estavam meio que olhando para trás e foi dito que “talvez nós estivéssemos um pouco esgotados” ou pode ter sido visto como sombrio demais e vocês definitivamente estão com a cabeça diferente nesse álbum.
Certo, hum... Eu nunca estive com medo ou vergonha da percepção daquele álbum. Eu estava extremamente orgulhoso dele principalmente porque as pessoas não o entenderam. Eu cheguei num nível em termos de letrista, e a banda chegou em um nível musicalmente e fomos a beira e empurramos o limite e pensamos que éramos capazes de ir para outra direção e eu acho que é definitivamente necessário, cara! Porque se você ficar preso em escrever o mesmo álbum toda vez, aquilo vai cair em você. Não seria real naquele ponto e Lights and Sounds foi uma experiência tão real para mim pessoalmente, especialmente pelo momento que eu estava passando na minha vida e digo mais:
Ocean Avenue, nosso primeiro álbum, foi sobre encontrar um lugar no mundo. Sabe, deixando a casa e descobrindo o que você provavelmente se tornará. Lights and Sounds se tornou um álbum que era sobre perceber que você se perdeu completamente naquele caminho, sabe? E muitas coisas que você esperava e sonhava não são o que você esperava quando você as consegue.
Paper Walls tornou-se a história de se encontrar novamente, então eu acho que fez sentido em seqüência, se você olhar para a luz que teve até agora. Para a banda e para mim pessoalmente, sendo o letrista, apenas fez sentido colocar nessa ordem. É um pensamento diferente, um bom pensamento...Realmente é! E sabe o que mais? Lights and Sounds não foi um pensamento ruim. Foi um momento ruim!
Escrever aquele álbum e conseguir colocar para fora aquelas letras foi absolutamente necessário e importante para que eu crescesse como pessoa e músico, estou muito orgulhoso que aconteceu e eu não ligo...Você realmente mede o nível do sucesso do álbum pelo suposto nível de fracasso que haverá. Lights and Sounds ainda é um álbum de ouro. Muitas pessoas se apaixonaram por ele e várias pessoas não se apaixonaram pelo Ocean Avenue. Então, quero dizer, eu realmente penso que fizemos muitas coisas boas em nossa carreira e este álbum é um momento de orgulho para todos nós. Paper Walls, como você disse, é um bom momento para nós.
Bom, falando sobre a música Light Up the Sky, é o primeiro single do álbum. Eu já ouvi duas músicas na sua página do Myspace. Ainda não ouvi o álbum todo, mas sobre o que a nova música fala?
É meio que uma história sobre essa pessoa que eu, essa jovem em quem eu estava bem interessado, mas ela é extremamente conhecida...sabe, é umas dessas coisas que sua vida está tão doida que não importa se ela gosta de você ou não, não importa por causa da carreira dela, tudo em volta é tão insano que não há tempo para mais nada. E a música é sobre... É o mesmo jeito que eu escreveria uma música quando estava no colegial apaixonado por essa garota popular e eu não sou tão popular, sabe o que significa? Só estou dizendo: Venha ficar comigo, esse cara com os pés no chão e eu salvarei sua vida. É sobre isso que a música fala.
E você não pode dizer quem é a garota?
Não, prefiro não dizer.
Ok
Não por mim, é mais por ela.
Entendo.
Tem muito...As músicas do Paper Walls são muito legais. Há duas coisas no álbum, uma coisa é sobre essa nova segurança e se sentir confortável em minha pele e quem eu sou, quem eu quero ser, quem nós, d abanda, queremos ser mas também tem esse sentimento de solidão e fazer todas essas coisas e experimentando todas essas aventuras e coisas maravilhosas em sua vida sozinho. Eu ainda estou procurando por alguma coisa. É legal, é esse sentimento de achar e também procurar por algo nesse álbum.
Eu tenho visto muitas mudanças na banda nesse ultimo ano, é como você disse. E uma das mudanças foi Ryan Mendez, que agora está na banda, ele é seu novo guitarrista. Como está saindo com ele? Como a química está indo? Quero dizer, ele é um cara novo em um grupo todo...Às vezes é um pouco difícil mas parece que ele é muito bem-vindo, certo?
É, definitivamente nada começa assim, nós tivemos nessa formação por 7 anos, e trazer ele no 5º ou 6º ano da banda foi um desafio para o grupo. É uma pessoa nova, uma energia nova, uma personalidade nova para o grupo na estrada, mas vamos falar sobre o Ryan. Ryan é tão louco, digo, ele é aquele cara que vive por guitarras, ele fica on-line no site do E-bay procurando por guitarras o dia todo...ele vive por esse sucesso e isso foi bom para todos nós. Foi uma energia boa que ele trouxe quando escrevemos o álbum. Foi um sentimento de animação e isso foi muito bom para nós.
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Topo
| Swanktrendz.com |
por Chistine Albrecht
entrevistado: Sean Mackin
original em: http://www.swanktrendz.com/php/files/08_13_2007_1918_612192051.php | |
Obrigada por concordar em falar com o site Swanktrendz. Estava esperando ansiosamente pra te encontrar pois tenho algumas perguntas a respeito de sua habilidade de cantar, tocar violino e fazer mortais, tudo com uma aparente facilidade.
Bom, não tenho certeza da parte fácil.
Quem geralmente lida com as entrevistas pra mídia?
Ryan e eu compartilhamos elas igualmente, dividimos a tarefa, tanto juntos ou separados. Estou realmente ansioso pra tocar nesse lugar, sinto realmente uma coisa boa essa noite. Vancouver tem sido uma cidade difícil para se vender muitos ingressos, então queremos ter certeza que faremos o dinheiro que eles deram valer a pena.
É interessante que vocês foram escolhidos para abrir o Nickelback. Não diria que o som de vocês é parecido, mesmo assim se completam.
Obrigado. Temos uma base de fãs bem sólida que vem aos shows, mas com certeza não estamos atingindo milhares como o Nickelback, então essa vai ser uma experiência interessante.
Agora Sean, obviamente - desde o começo da banda - há um enorme falatório sobre você tocar o violino numa banda de rock, primeiramente punk. E, eu entendo que você cresceu num ambiente de clássico e jazz. Então como você casou os dois gêneros?
É, cresci num ambiente clássico, com um pouco mais de jazz quando entrei no colegial. Comecei a dar uma melhorada com o violino e então parti pra um lado um pouco mais rock, mas tinha sido treinado classicamente desde os seis anos. Então podia me aventurar, ainda retornando ao clássico.
É essa carreira o que você planejava?
Não. Na verdade nunca pensei que faria nada na música, exceto numa escala externa. Sempre pensei que seria um professor de música de ginásio ou colegial e isso proveria minha necessidade musical.
Pena que você não foi. Canadá e EUA estão precisando de professores de música.
Sim, educação musical é realmente uma coisa triste no presente. Mas, voltando à minha direção musical - não existia até eu encontrar o grupo de amigos (que se tornaria o Yellowcard) que eu comecei a tocar música e diferentes estilos musicais. Comecei a escrever músicas e ser parte de uma banda, e nesse caminho éramos amigos realmente muito próximos.
Isso me faz perguntar - por que os colegas da banda são tão próximos e estão juntos constantemente - como vocês sobreviveram por tanto tempo? O relacionamento é similar a uma família e você não acha que trata seus amigos de banda pior do que faria a alguém de fora?
Definitivamente há raízes de família envolvidas. Você começa ali porque está tão interligado, e sabe como tocar nas feridas de cada um. Pode ser horrível algumas vezes especialmente quando alguém decide tratar de um assunto. Hoje em dia, melhoramos ao separar assuntos. É difícil quando finanças, negócios e música estão todos interligados.
Fiquei sabendo que você tem estado na banda quase o mesmo tempo que o baterista, Longineu. Então isso significa que você poderia escrever o livro do Yellowcard - Você sabe da sujeira de todo mundo e viu todas as mudanças na formação.
Bom, não haveria muito a escrever.
Estava lendo que o CD Lights and Sounds recebeu muitos pontos altos por vários críticos. Alternative Press (além de outras revistas) avaliou ele como 5 num índice de 5. Isso deve ser extremamente satisfatório e válido pra você que escreveu e fez todos os arranjos com exceção de um.
Não, eu escrevi todos eles.
Todos? Ouvi que você não fez a introdução da faixa 8, a Waiting Game.
Não, a melodia na música é o que o Pete pensou, então a escrevemos juntos, eu arranjei as cordas.
Isso é bem impressionante.
Estou tentando. Como qualquer banda de Aerosmith pra cá - eles sempre têm arranjo de cordas em sua música. Acho que poder fazer todos os arranjos em casa é um grande ponto de orgulho para nós. Arranjo e orquestra podem ser feitos por nós, e se isso cai sobre o trabalho do violinista, o farei. Qualquer coisa que oferecemos nos nossos albuns podemos oferecer num show ao vivo.
Grande caminho - queria te perguntar o quanto é difícil transferir sua música do estúdio para um show ao vivo? Tenho ouvido que mais e mais artistas estão recorrendo a playback para manter suas vozes perfeitas - é o mesmo para tocar os instrumentos?
Definitivamente nós nos afastamos muito do uso de efeitos e influencias de fora na nossa música. Sempre fomos orgulhosos de nós mesmos por ser a banda que pode fazer isso ao vivo. Claro que fatiga e emoção podem vir durante nossos shows ao vivo e podemos cometer erros. Mas realmente aceitamos ser apenas uma banda e estar lá criando música pra nossa audiência. Há avanços tecnológicos diferentes que ajudam a Britney Spears na vida, mas ainda temos integridade e seremos a banda com o mais duro trabalho, Sim, cometeremos erros.
Os fãs devem apreciar isso
Temos orgulho do relacionamento que temos com nossos fãs e a audiência melhora indo e pressionando a tocar. Claro que se tocarmos totalmente sincronizados, soaria exatamente como o álbum e isso pareceria com a gente, mas aí não poderíamos interagir com a audiência.
Ouvi que vocês são uma das bandas com o trabalho mais duro por fazer manutenção do seu Myspace, permanecendo conectados, respondendo os fãs. No seu nível de sucesso, vocês nem tem que fazer isso.
Está se tornando cada vez mais difícil, mas é importante pra gente. Questão importante, nós não estaríamos aqui se não fosse pelos nossos fãs, tem um milhão de bandas por aí que eles podem apoiar, mas nos escolheram. Tentamos dar um retorno para nossos fãs por nos permitir viver assim.
Progressão da banda – tenho aqui duas fases, pré Ryan Key e pós Ryan. Quando o Ryan está falando da banda ele geralmente só se refere à musica feita desde 2000, nada por volta do começo de 1997. Isso também com a música - vocês não tocam nenhuma música pré Ryan?
Nós não tocamos nada anterior à música do Ryan no Yellowcard porque as coisas anteriores foram escritas por Todd Clarry e Ben Dobson e seria desrespeitoso porque são músicas deles. Quando o Ryan entrou, ele só tocava guitarra e o Todd cantava. E então o Todd largou, então o Ryan começou a fazer a parte de cantar também. Ele também me ensinou a cantar.
Notei que você está aparecendo mais e fazendo mais vocais. Acho que não terão mais mortais seus se você tiver que tocar e cantar?
Tento fazê-los uma vez assim que dá.
Queria te perguntar quem está atrás de todas suas decisões de publicidade. Vocês tocaram na Warped Tour, e também em cafeterias de escolas. Estão tocando em estacionamentos e participando de promoções de rádio. Vocês estão por toda a parte - parece ser um marketing antenado, inteligente.
Temos uma pequena parte de controle criativo, mas é uma coisa cooperada. Tem que falar com os outros para concluir algo. Nosso empresário é incrível.
Alguém está fazendo algo certo porque seu nome é ouvido e visto por toda a parte desde o anuncio da turnê com o Nickelback.
O Nickelback é incrível porque numa era de venda de milhares de músicas, conseguiram vender milhões. Eles tem no mínimo 8 hits grandes, então são a maior banda de rock do planeta. Não sei como fomos escolhidos. Nosso empresário falou e dissemos que seria ótimo. Queremos tocar para pessoas que já nos ouviu, mas também esperamos alcançar aquelas que nunca nos ouviu. O Nickelback tem sido atencioso conosco. Estamos tão empolgados por poder tocar pra tantas pessoas.
Com o começo do Yellowcard, vocês apenas planejaram tocar algumas músicas?
Em 1997 a banda era muito agressiva, música punk rock de "boa liberdade". Com a mudança do compositor depois que o Ryan Key entrou, nos mostrou o quanto diferente cada um da banda era. Encontramos partes em cada música do Yellowcard onde o violino se encaixaria. Primeiramente eu era parte da banda, mas aparecia mais como convidado. A resposta foi realmente positiva então eles disseram, você está dentro e tem músicas que você tem escrito, então vamos trabalhar nelas. É importante pra mim tocar o violino pro bem do som do Yellowcard.
Como você mantém seu nível de energia, tocando com tanto frenesi, no topo do palco acenando tanto e cantando?
Meu nível de energia é um reflexo do público. Eu costumava usar um smoking e tocar numa orquestra. Agora tendo nosso próprio show, quando é minha vez de tocar minha parte, fico naquela pequena ilha e não tenho que voltar. É um alívio e muito divertido.
Qual foi um destaque - um grande momento onde você parou e pensou, quer saber? Acho que estamos fazendo certo.
Eu diria quando ganhamos o premio das MTV2. Éramos os vira-latas. Esse foi um destaque e olhando atrás - e estávamos pensando que diabos estávamos fazendo na companhia de todas aquelas pessoas? Outro destaque é que estamos ainda aqui. Com a turnê de Paper Walls, todo dia estou continuamente lembrado que faço isso pra vida. É muito bom.
Ok perguntas divertidas pelo tempo em turnê. Quem é o mais bagunceiro na turnê?
O mais bagunceiro - diria que é o Longineu - ele encara os camarins como se fosse seu quarto. Desculpa LP.
Quem é o ridicularmente limpinho?
Ryan Mendez e eu compartilhamos isso. Parece que nós dois temos uma pequena obsessão compulsiva. Esse é meu ponto, sei onde encontrar minhas coisas. Ei, quem tocou no meu ipod? Por que isso está bem ali - eu não o coloquei lá?
Quem é o mais rápido a mudar de temperamento?
Por reação e só por ser o mais sarcástico, é o Ryan Key - Bom ou mau.
Quem é o mais propício a fazer uma tatuagem em cada cidade nova?
Longineu, acho. Ele costumava ter um artista, mas depois mudou tudo. Ryan trabalha só com um artista.
Quem gosta de incomodar os outros quando está extremamente entediado, como um irmão mais novo?
Acho que sou o mais irritante, pois tenho toda essa energia. Começo a cantar músicas ou a tentar infernizar as pessoas.
Quem é aquele que geralmente fala besteiras sem pensar antes de falar?
Não sei - Nessa altura do campeonato todos sabemos como responder e quando é pra manter a boca fechada.
É tradição do Swanktrendz permitir que os artistas falem algo sobre artistas menos falados. Pense em um ou mais artistas que você acha que está merecendo alguma atenção da mídia?
Anberlin também da Flórida - nossos bons amigos na Warped Tour, Cities of tooth and nail. Estou ansioso pelo que eles vão nos mostrar. (http://www.myspace.com/anberlin) E um mais, também. O Spill Canvas. Neil, nosso produtor, acabou de fazer o álbum deles. São fantásticos. O vocalista tem um desempenho incrível - ele canta tão maravilhosamente e são da Dakota do Sul. (http://www.myspace.com/tsc)
Com certeza vou vê-los e quero te agradecer por seu tempo, Sean.
O prazer foi meu.
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