Entrevista com Ryan Key sobre o hiato (tradução)
Tive alguns problemas com minha conexão, mas finalmente está tudo normal. Então, aí vai a tradução da entrevista com o Ryan sobre o hiato indefinido.
Entrevista exclusiva com o vocalista do Yellowcard, Ryan Key.
Zach Fraser
Data de emissão: 25/04/08
Seção: Arte & Entretenimento
Fonte: Mindy Tucker
Zach Fraser: Sei que vocês são de Jacksonville e se mudaram pra Califórnia e você está obviamente em Tampa, então eu tenho que perguntar. Qual é, Califórnia ou Flórida?
Ryan Key: Estranho, é meio que, mudando conforme envelheço. Agora Flórida, mas mudamos pra Califória por várias razões... quero dizer, o nosso primeiro contrato foi assinado com uma gravadora muito pequena de Santa Bárbara, CA. O dono da gravadora era o mesmo cara que trabalhava lá. Nós meio que sentimos que estávamos em um trabalho de transição, sabe, em relação ao trabalho e a banda. Pensávamos que devíamos estar lá e ajudar. Resumindo, também fiz algumas amizades com uns caras que estavam naquela região enquanto estava em outra banda na Califórnia, que foi minha segunda viagem com a banda. O Yellowcard foi, na verdade, minha segunda banda. Foi por isso que acabamos indo lá e tudo deu certo. Ficamos lá, você sabe o que quero dizer. Eu meio que gostei de ir pra casa pra ver minha família e relaxar um pouco na Flórida.
ZF: Eu vi vocês na Warped Tour na Geórgia nesse verão e obviamente a Warped Tour tem uma grande arena. Como é tocar em lugares pequenos e ter retorno dos fãs?
RK: É maravilhoso, cara. Sabe que é engraçado: eu estaria mentindo se dissesse que nós escolhemos tocar em lugares pequenos porque não estamos vendendo tantos ingressos como costumávamos. Mas de certa maneira é muito legal a oportunidade de voltar a ter aquela intimidade que honestamente é uma coisa muito boa e inesperada sobre vender menos ingressos. Você meio que esquece de como era, mas é maravilhoso voltar a ter isso. E então junte isso com um show acústico. Tem sido uma das melhores turnês (se não a melhor) de que já participei. Nos divertimos tanto. Você realmente consegue se divertir com as pessoas no show e no palco. Não tem que ser tão estruturado em relação a seqüência das músicas e como uma música leva a outra. É mais livre. Eu acho que os fãs tem respondido bem a essa turnê e estou feliz que nós a fizemos.
ZF: Como é poder assistir Spill Canvas, Play Radio Play, essas são bandas novas e agitadas, se não as melhores?
RK: Obviamente Spill Canvas, eles estão indo muito bem. Eu acho que eles estão indo em direção ao topo. Quer dizer, o single que eles vão lançar é maravilhoso. Eles são tão talentosos para a idade que eles tem. É muito legal eles serem de South Dakota. Porque, quem é de South Dakota?
ZF: Como esta turnê está acabando, quais são seus planos para o resto do ano?
RK: Sabe, você é a primeira pessoa que me perguntou isso em uma entrevista. Isso é estranho. Eu finalmente tenho que responder. Nós realmente não temos planos. Estamos chamando de "hiato indefinido". Após essa turnê, eu não sei. Pode ser um ano, 10 anos ou 6 meses. Tem sido uma época interessante nesse negócio e com nossa gravadora. É só que nós precisamos desse tempo. Acho que tudo aparenta estar bem superficialmente, mas realmente precisamos de um tempo para nos concentrar em nossas vidas pessoais. Não tem nada a ver com a banda. É mais encarar a vida adulta e não podemos ficar na Terra do Nunca para sempre. Você sabe o que quero dizer. Só acho que precisamos de um tempo. Tenho esperança que vamos gravar outro CD em alguma época. Se não, esse pode ter sido nosso último, mas realmente não sabemos. Estamos mantendo a porta aberta.
ZF: Então, como é, várias crianças ouvem a música e eles se espelham em vocês. Como se sente sendo aquele cara, podendo viver o sonho que a maioria das pessoas tem?
RK: É maravilhoso, cara. Eu comecei a fazer isso e meio que disse pra mim mesmo que nada iria me parar. Não havia ninguém que iria me dizer que a gente não conseguiria chegar aonde chegamos. Tendo isso mentalizado é como você consegue fazer e um dia você acorda e está lá. Eu realmente acho que essa turnê tem sido um dos momentos mais influenciáveis da minha vida na banda. Mesmo que seja a última turnê por um bom tempo. Apenas tocando as músicas que temos, acústicas, prova a você mesmo o que seu trabalho significa pra muitas pessoas. Você percebe que emociona as pessoas. É um sentimento bom. Estou muito feliz pelo que nós fizemos. Erros e triunfos, não tenho arrependimentos. Aprendi com cada coisa que fizemos durante toda a carreira. Estamos em turnê há 8 anos sem parar. Paramos pra gravar um CD e só. Então aprendemos muito. Sabe, acho que ajudamos muitas pessoas e mudamos a vida de muitas pessoas de um jeito bom. É isso que você leva com você.
ZF: Nós falamos sobre o Spill Canvas anteriormente e você acha que eles estão prestes a estourar. Então, que tipo de bandas você tem ouvido ultimamente?
RK: Eu não ouço realmente as músicas que estão no cenário, por assim dizer. Tenho ouvido muita música country, mas não do tipo que eles tocam na rádio. Como Ryan Adams, Ryan Adams com "R". É, as pessoas sempre falam "Sério, você ouve Bryan Adams". Não, Ryan Adams. Sempre gostei desse estilo. Eu cresci ouvindo, não ouvindo, mas cresci naquele estilo do sul como Jimmy Buffet, Johnny Cash, Patsy Cline e Willie Nelson. Meu avô é um grande fã de Willie Nelson. Então sempre estive perto desse estilo de música, mas só alguns anos atrás que eu realmente descobri esse estilo. Então tenho escutado as músicas bem antigas de Ryan Adams, The Old Whiskey 500 e toda essa coisa. Também estou ouvindo outra artista country chamada Julianne Welsh. Ela canta a década de 20 e 30, a música country daquela época mesmo. Eu amo. Depois que o último CD do Foo Fighters saiu, foi provavelmente o último CD de rock com o qual fiquei obcecado, mas o novo CD do Weezer vai sair em 24 de junho e tenho certeza que serei o primeiro na fila para comprar. Acho que Ben Folds está trabalhando em um CD novo que vai sair esse ano. Estou empolgado com isso. Ele é meu letrista favorito de todos os tempos e nunca vi ele ao vivo. Falei com ele ao telefone uma vez por umas 2 horas para uma entrevista, mas nunca me encontrei com ele pessoalmente ou o vi tocar. Algum dia espero. Espero que enquanto damos um tempo eu consiga ver um show dele.
ZF: Você mencionou "hiato indefinido". Oito anos em turnê, há alguma cidade em particular que você lembra e diz: "Wow, essa foi uma escolha boa pra ir tocar."
RK: Com certeza, mesmo em show e experiências especificas, nós fomos pela primeira vez pra a América do Sul dois anos atrás, um pouco antes de começarmos a gravar o Paper Walls. Nunca tínhamos ido pra lá, mas aparentemente nossa banda é muito famosa lá. Quer dizer, não sabíamos disso. Sabíamos que os shows foram maravilhosos, mas não sabíamos a que ponto. E em agosto (2006), fomos e fizemos nossa primeira turnê. Fomos às cidades no Brasil, Argentina e Chile. Os shows tinham 5... 6.000 pessoas cada noite. Pediram pra que a gente voltasse imediatamente pra tocar com Fall Out Boy em um festival e 46.000 pessoas apareceram no festival em São Paulo, Brasil. Tocamos nesses festivais antes e tá é do tipo, nós estamos em um festival e os caras da primeira fileira sabem nossa música. Mas eram 46.000 pessoas em um show do Yellowcard. Foi absolutamente insano. Fall Out Boy também. Mesmo com Fall Out Boy tendo estourado aqui nos últimos anos era como se estivéssemos no mesmo nível de novo e co-liderando o show junto. Foi muito bom. Então América do Sul, das turnês que fizemos, foi provavelmente a melhor de todas as experiências. Estar no palco com aquele número de pessoas em seu show é inimaginável.
ZF: Você está esperando 5... 6.000 estudantes hoje a noite? Tem tido muito barulho no campus sobre o primeiro grande show. O que você espera dele?
RK: Espero que todos gostem. Sei que não é um show inteiro e não quero que as pessoas venham achando isso. É só que nas últimas semanas da turnê, levou algumas semanas, antes de ir na internet e dizer: "Não sabíamos que ia ser assim". Todos parecem gostar de qualquer jeito. Só espero que todos se divirtam hoje a noite!
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Fonte: Mindy Tucker
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Ryan Key: Estranho, é meio que, mudando conforme envelheço. Agora Flórida, mas mudamos pra Califória por várias razões... quero dizer, o nosso primeiro contrato foi assinado com uma gravadora muito pequena de Santa Bárbara, CA. O dono da gravadora era o mesmo cara que trabalhava lá. Nós meio que sentimos que estávamos em um trabalho de transição, sabe, em relação ao trabalho e a banda. Pensávamos que devíamos estar lá e ajudar. Resumindo, também fiz algumas amizades com uns caras que estavam naquela região enquanto estava em outra banda na Califórnia, que foi minha segunda viagem com a banda. O Yellowcard foi, na verdade, minha segunda banda. Foi por isso que acabamos indo lá e tudo deu certo. Ficamos lá, você sabe o que quero dizer. Eu meio que gostei de ir pra casa pra ver minha família e relaxar um pouco na Flórida.
ZF: Eu vi vocês na Warped Tour na Geórgia nesse verão e obviamente a Warped Tour tem uma grande arena. Como é tocar em lugares pequenos e ter retorno dos fãs?
RK: É maravilhoso, cara. Sabe que é engraçado: eu estaria mentindo se dissesse que nós escolhemos tocar em lugares pequenos porque não estamos vendendo tantos ingressos como costumávamos. Mas de certa maneira é muito legal a oportunidade de voltar a ter aquela intimidade que honestamente é uma coisa muito boa e inesperada sobre vender menos ingressos. Você meio que esquece de como era, mas é maravilhoso voltar a ter isso. E então junte isso com um show acústico. Tem sido uma das melhores turnês (se não a melhor) de que já participei. Nos divertimos tanto. Você realmente consegue se divertir com as pessoas no show e no palco. Não tem que ser tão estruturado em relação a seqüência das músicas e como uma música leva a outra. É mais livre. Eu acho que os fãs tem respondido bem a essa turnê e estou feliz que nós a fizemos.
ZF: Como é poder assistir Spill Canvas, Play Radio Play, essas são bandas novas e agitadas, se não as melhores?
RK: Obviamente Spill Canvas, eles estão indo muito bem. Eu acho que eles estão indo em direção ao topo. Quer dizer, o single que eles vão lançar é maravilhoso. Eles são tão talentosos para a idade que eles tem. É muito legal eles serem de South Dakota. Porque, quem é de South Dakota?
ZF: Como esta turnê está acabando, quais são seus planos para o resto do ano?
RK: Sabe, você é a primeira pessoa que me perguntou isso em uma entrevista. Isso é estranho. Eu finalmente tenho que responder. Nós realmente não temos planos. Estamos chamando de "hiato indefinido". Após essa turnê, eu não sei. Pode ser um ano, 10 anos ou 6 meses. Tem sido uma época interessante nesse negócio e com nossa gravadora. É só que nós precisamos desse tempo. Acho que tudo aparenta estar bem superficialmente, mas realmente precisamos de um tempo para nos concentrar em nossas vidas pessoais. Não tem nada a ver com a banda. É mais encarar a vida adulta e não podemos ficar na Terra do Nunca para sempre. Você sabe o que quero dizer. Só acho que precisamos de um tempo. Tenho esperança que vamos gravar outro CD em alguma época. Se não, esse pode ter sido nosso último, mas realmente não sabemos. Estamos mantendo a porta aberta.
ZF: Então, como é, várias crianças ouvem a música e eles se espelham em vocês. Como se sente sendo aquele cara, podendo viver o sonho que a maioria das pessoas tem?
RK: É maravilhoso, cara. Eu comecei a fazer isso e meio que disse pra mim mesmo que nada iria me parar. Não havia ninguém que iria me dizer que a gente não conseguiria chegar aonde chegamos. Tendo isso mentalizado é como você consegue fazer e um dia você acorda e está lá. Eu realmente acho que essa turnê tem sido um dos momentos mais influenciáveis da minha vida na banda. Mesmo que seja a última turnê por um bom tempo. Apenas tocando as músicas que temos, acústicas, prova a você mesmo o que seu trabalho significa pra muitas pessoas. Você percebe que emociona as pessoas. É um sentimento bom. Estou muito feliz pelo que nós fizemos. Erros e triunfos, não tenho arrependimentos. Aprendi com cada coisa que fizemos durante toda a carreira. Estamos em turnê há 8 anos sem parar. Paramos pra gravar um CD e só. Então aprendemos muito. Sabe, acho que ajudamos muitas pessoas e mudamos a vida de muitas pessoas de um jeito bom. É isso que você leva com você.
ZF: Nós falamos sobre o Spill Canvas anteriormente e você acha que eles estão prestes a estourar. Então, que tipo de bandas você tem ouvido ultimamente?
RK: Eu não ouço realmente as músicas que estão no cenário, por assim dizer. Tenho ouvido muita música country, mas não do tipo que eles tocam na rádio. Como Ryan Adams, Ryan Adams com "R". É, as pessoas sempre falam "Sério, você ouve Bryan Adams". Não, Ryan Adams. Sempre gostei desse estilo. Eu cresci ouvindo, não ouvindo, mas cresci naquele estilo do sul como Jimmy Buffet, Johnny Cash, Patsy Cline e Willie Nelson. Meu avô é um grande fã de Willie Nelson. Então sempre estive perto desse estilo de música, mas só alguns anos atrás que eu realmente descobri esse estilo. Então tenho escutado as músicas bem antigas de Ryan Adams, The Old Whiskey 500 e toda essa coisa. Também estou ouvindo outra artista country chamada Julianne Welsh. Ela canta a década de 20 e 30, a música country daquela época mesmo. Eu amo. Depois que o último CD do Foo Fighters saiu, foi provavelmente o último CD de rock com o qual fiquei obcecado, mas o novo CD do Weezer vai sair em 24 de junho e tenho certeza que serei o primeiro na fila para comprar. Acho que Ben Folds está trabalhando em um CD novo que vai sair esse ano. Estou empolgado com isso. Ele é meu letrista favorito de todos os tempos e nunca vi ele ao vivo. Falei com ele ao telefone uma vez por umas 2 horas para uma entrevista, mas nunca me encontrei com ele pessoalmente ou o vi tocar. Algum dia espero. Espero que enquanto damos um tempo eu consiga ver um show dele.
ZF: Você mencionou "hiato indefinido". Oito anos em turnê, há alguma cidade em particular que você lembra e diz: "Wow, essa foi uma escolha boa pra ir tocar."
RK: Com certeza, mesmo em show e experiências especificas, nós fomos pela primeira vez pra a América do Sul dois anos atrás, um pouco antes de começarmos a gravar o Paper Walls. Nunca tínhamos ido pra lá, mas aparentemente nossa banda é muito famosa lá. Quer dizer, não sabíamos disso. Sabíamos que os shows foram maravilhosos, mas não sabíamos a que ponto. E em agosto (2006), fomos e fizemos nossa primeira turnê. Fomos às cidades no Brasil, Argentina e Chile. Os shows tinham 5... 6.000 pessoas cada noite. Pediram pra que a gente voltasse imediatamente pra tocar com Fall Out Boy em um festival e 46.000 pessoas apareceram no festival em São Paulo, Brasil. Tocamos nesses festivais antes e tá é do tipo, nós estamos em um festival e os caras da primeira fileira sabem nossa música. Mas eram 46.000 pessoas em um show do Yellowcard. Foi absolutamente insano. Fall Out Boy também. Mesmo com Fall Out Boy tendo estourado aqui nos últimos anos era como se estivéssemos no mesmo nível de novo e co-liderando o show junto. Foi muito bom. Então América do Sul, das turnês que fizemos, foi provavelmente a melhor de todas as experiências. Estar no palco com aquele número de pessoas em seu show é inimaginável.
ZF: Você está esperando 5... 6.000 estudantes hoje a noite? Tem tido muito barulho no campus sobre o primeiro grande show. O que você espera dele?
RK: Espero que todos gostem. Sei que não é um show inteiro e não quero que as pessoas venham achando isso. É só que nas últimas semanas da turnê, levou algumas semanas, antes de ir na internet e dizer: "Não sabíamos que ia ser assim". Todos parecem gostar de qualquer jeito. Só espero que todos se divirtam hoje a noite!
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